sábado, outubro 04, 2014

Enquanto isso, no sábado à noite...

Mais um sábado à noite em casa. Tá, é entediante mesmo. Não que eu seja daquele tipo de pessoa que não vive sem ir numa balada no sábado à noite. Longe disso. Esse meu tempo baladeira já passou faz tempo. Tô numa outra vibe, bem mais sossegada, até um pouco caseira, é verdade. Mas vez ou outra, sair da rotina até que é bem divertido. Depois que tive meu filho, a minha vida social mudou de baladeira para frequentadora de cinemas e parques de diversão. Eu meio que voltei a ser criança, admito. Enfim, eu bem que podia ter levado meu garotinho ao cinema hoje, como planejei a semana inteira mas, infelizmente, no meio da semana ficamos doentes, os dois. É mole? É tosse pra lá, tosse pra cá, e eu não tava com a menor vontade de sair por aí tossindo na cara das pessoas, rsrs. Eu também poderia estar fazendo aqueles rituais de beleza que sempre faço nos fins de semana: hidratação no cabelo, pintar as unhas, depilação, esfoliação, enfim, tudo o que as mulheres adoram fazer para ficarem mais bonitas, nem que seja só para elas mesmo, que é o meu caso, já que não tenho namorado. Mas me bateu uma preguiça, a mesma que me acometeu hoje, pois o dia foi agradavelmente frio, e eu passei a tarde toda assistindo tv jogada no sofá e toda descabelada.
Então, pra passar o tédio, liguei o rádio e o note, e resolvi escrever. Já tem tempo que não faço isso. Não sei se por falta de tempo ou por falta de alguma ideia que preste, só sei que gosto de escrever, mesmo que seja besteira, mesmo que seja só pra fazer as pessoas rirem das minhas idiotices e ideias malucas. Gente excêntrica é assim mesmo, fazer o quê né?

Outro dia, lavando a louça (sim, lavando a louça!! Pra você ver que minha mente não pára um minuto sequer!!), me lembrei de uma música das antigas, de uma boy band que marcou minha adolescência e uma fase em que vivi um dos amores platônicos mais fortes que já senti até hoje. A banda era o Westlife e a música era My Love (bem conveniente né? kkk). Eu gostava tanto dessa música que fiz os meus pais comprarem o cd deles. O lance com o carinha não ficou platônico por muito tempo, afinal eu nunca fui daquele tipo de pessoa que consegue disfarçar o que sente, então é claro que ele descobriu. E não, não deu em nada. Ficamos uma única vez e acredito até hoje que foi por pena, infelizmente. Quando eu era adolescente eu não me considerava bonita e nem tinha a mesma preocupação que as minhas amigas tinham com a aparência, logo eu era rejeitada pelos carinhas por causa disso. Me considero uma pessoa forte por ter ultrapassado essa etapa da minha vida sem nenhuma cicatriz, pois sei o quanto as pessoas ficam marcadas para sempre por esse tipo de coisa. Todos os dias ouvimos notícias de pessoas que tiram suas próprias vidas por não saberem lidar com a rejeição. Sempre fui assim, essa pessoa feliz e que adora tirar sarro de si mesma. Talvez por causa disso eu não tenha sofrido por causa da rejeição, eu achava graça. Ficava triste num primeiro momento, depois já tava dando risada da situação. Até hoje sou assim pra falar a verdade. Só que agora, sou bem mais vaidosa que na adolescência. E, não querendo me gabar, sou linda mesmo!!! 
E o carinha?! Ele cresceu. E ficou feio e barrigudo como todos os carinhas por quem me apaixonei quando era adolescente. Agora é ele que falta quebrar o pescoço de tanto olhar pra mim quando passo por ele na rua. Nessa hora abro um sorriso discreto e penso: PERDEU PLAYBOY!!! A vida segue né?!


£!$3

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